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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Manhã

Ando sozinha nessas ruas ainda molhadas da chuva da noite anterior.
O dia amanhece debaixo do céu cinzento,
que está prestes a desabar em mim.
O vento corta meu rosto estremecendo por dentro.
Quantos versos podem sair desta flor?
Por quantas pessoas passei sem que soubessem da minha dor?
O céu sabe, e chora sobre mim,
as lágrimas que mais tarde subirão como vapor
que ofuscam a visão cobrindo a paisagem feia.

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