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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ano novo, denovo?

Os dias se foram como minutos que não contamos
quem arrancou as folhas do calendário?
A chuva cai, o sol aparece e as noites são as mesmas,
os mesmos moveis e as folhas rabiscadas espalhadas
algumas em branco, ideias atormentadas
que foram apagadas, apenas do papel.
Os mesmos pensamentos e perguntas
feitas para um teto que nunca terá a resposta.
pessoas que partem sem poder dizer adeus,
algumas que dizem adeus mas sem querer partir
palavras ensaiadas que nunca foram ditas
apenas relembradas ao ver alguém indo embora.
O ponto final é a despedida que não existiu,
uma história cortada no meio, uma frase que não teve fim.
O ano novo não terá nada de tão novo.
Serão apenas dias que não couberam nesse calendário
outras horas que se passarão sem percebermos
e novas dores de perdas que virão em degradê.